Artigos, Edição 22

Como a performance de software afeta o sucesso das empresas

Michael Allen – vice-presidente e chief Technology Officer para EMEA da Dynatrace

A s empresas sabem da importância de fornecer jornadas perfeitas a seus clientes. Ainda assim, não é difícil encontrar exemplos de interrupções e problemas de performance de software, com falhas que vão desde pequenos inconvenientes digitais até preocupações muito mais sérias. Uma possível interrupção nos serviços bancários on-line, por exemplo, poderia deixar milhões de clientes impossibilitados de pagar suas contas ou usar seus cartões nos caixas.
No atual cenário, os problemas dos serviços digitais prejudicam seriamente a capacidade das pessoas de viver o seu dia a dia. Por isso, a performance de software está se tornando uma preocupação crescente para as empresas. Mas se as empresas entendem a importância de evitar essas falhas, por que esses problemas estão acontecendo cada vez mais com mais frequência?


Esses serviços, no geral, são acionados por meio de microsserviços e Contêineres dinâmicos, criando um cenário de constantes mudanças a serem administradas continuamente. Nesse cenário, gerenciar a performance das aplicações de maneira manual se tornou uma tarefa impossível.


A tecnologia está cada vez mais complexa

A crescente complexidade dos ecossistemas tecnológicos é o maior fator para o aumento de incidentes que afetam a performance das organizações. Os serviços digitais modernos estão baseados em ambientes híbridos, em Nuvem e com múltiplas tecnologias conectadas. Esses serviços, no geral, são acionados por meio de microsserviços e Contêineres dinâmicos, criando um cenário de constantes mudanças a serem administradas continuamente. Nesse cenário, gerenciar a performance das aplicações de maneira manual se tornou uma tarefa impossível. Afinal, enquanto os sistemas de tecnologia ficam mais complexos, as equipes de TI se veem diante de uma enorme pressão para identificar e resolver rapidamente a origem de qualquer problema.
Há várias razões pelas quais é impossível para as empresas gerenciarem de forma manual seus ecossistemas digitais. Em primeiro lugar, a infraestrutura e as plataformas de tecnologia estão sendo divididas em várias camadas, fato que exige novas e específicas ferramentas de monitoramento para que as equipes possam ter visibilidade total sobre a performance da rede. Além disso, as novas tecnologias também são altamente dinâmicas e exigem atualização constante dos recursos e padrões de análise. É essa relação de mudanças recorrentes que torna impossível para que as equipes acompanhem seus ambientes de TI a partir de ferramentas de monitoramento tradicionais. Como resposta, as organizações precisam ser capazes de automatizar o maior número possível de processos e operações de tecnologia. As companhias devem ter a capacidade de detectar automaticamente os problemas e, a partir de então, usar a inteligência artificial (IA) para identificar a causa raiz das falhas com precisão. Os recursos modernos e de automação também podem ajudar as empresas na busca pela correção automática, para que o sistema de monitoramento possa detectar problemas e aplicar correções antes que haja uma interrupção total.


Como seguir o caminho de forma inteligente

Embora a mudança para a Nuvem tenha tornado as empresas muito mais ágeis, a verdade é que toda essa transformação aumentou de forma exponencial a complexidade dos ecossistemas digitais. Essa condição provocou um enorme impacto na capacidade das organizações de monitorar com êxito a performance de suas redes e de corrigir qualquer problema de maneira rápida e eficiente. Agora, a Inteligência Artificial é a novidade para combater essa situação e devolver a capacidade de análise às empresas. Em última análise, a automação permitirá que as equipes de TI forneçam experiências de usuário mais consistentes, gerando muito mais valor às empresas. As soluções de inteligência de gestão estão disponíveis e é essencial que os CIOs busquem a alta eficiência dos serviços como diferencial competitivo para o sucesso das operações.

Michael Allen – vice-presidente e chief Technology Officer para EMEA da Dynatrace